Asa Branca o locutor do country

Atendendo a pedidos, ouçam o 2º cd de Asa Branca, onde ele gravou suas melhores locuções e versos, que fizeram o Brasil se apaixonar por ele. O ‘Homi” tem bão gosto, aperte o play abaixo e confira:

O Universo Country tem o prazer de contar um pouco da história desse grande artista das festas de peão, um dos poucos locutores a introduzirem country music nas arenas de rodeios do Brasil, o primeiro a fazer uma locuções e entrevistas dentro das arenas de rodeios. Estamos falando de Asa Branca.

Garoto humilde que começou a carreira nas arenas montando em touros bravos. A carreira de peão foi interrompida após um acidente, quando o chifre de um boi chegou a perfurar o pulmão.

“Enquanto eu me recuperava, passei a ouvir as fitas de narração do Zé do Prado e do Barra Mansa e me interessei pela locução. Cheguei a fazer muitas brincadeiras com meus amigos narrando rodeios. Conta Asa Branca.

Depois de recuperado, Asa Branca voltou às arenas. Em um rodeio em “Buritama” chegou a montar mas, segundo ele, foi derrubado muito rápido devido ao trauma do acidente.

Já no fim da festa, foi informado que um locutor havia ficado doente. Como os colegas já conheciam as brincadeiras de Asa Branca, seu nome logo foi lembrado e assim se deu sua estréia em narração de rodeios.

A performance foi tão boa que surgiu o convite para mais um rodeio, desta vez em José Bonifácio.
Empolgado com a nova atividade, o locutor resolveu ir para os Estados Unidos em busca de especialização. Trabalhando como limpador de cocheiras, Asa Branca comprou um microfone sem fio (tecnologia que ainda nem existia no Brasil) e voltou ao País, introduzindo uma novidade: a locução dentro da arena, na Festa de Peão de Barretos, em 1986.

O jeito peculiar de Asa Branca, as entrevistas com os peões na própria arena, mesclando com músicas country de CDs comprados nos Estados Unidos, introduziram uma nova marca no modo de narrar e alavancaram o sucesso do locutor que, a partir de então, passou a ser chamado para as principais festas do País.

“Assim como toda a profissão, no mundo da narração também tive que defender minha tese. Quando vi que as pessoas estavam me imitando, não me senti ofendido, pelo contrário, percebi que havia feito escola e meu objetivo tinha dado certo”.

Asa Branca