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Entrevistamos o country boy Guto Viegas

23 nov

Entrevistamos o produtor e multi-instrumentista e agora cantor Guto Viegas. Em dos melhores “bate papo” que o Universo Country Brasil já fez, ele nos fala sobre seu novo desafio, a frente da banda Texas Hammer como vocalista. Do inicio de sua carreira quando começou a aprender tocar piano, sua importância no sucesso da banda BlackSmith, as influências countrys vindas de seu pai e, claro falou sobre country music. Confira está imperdível:

UCBEm sua biografia você diz que começou sua carreira musical aos 10 anos, aprendendo a tocar piano, nos conte um pouco como foi isso?

GV - Bem, segundo minha mãe, desde bebê eu sempre manifestei talento para a música. Não me recordo disso, mas ela disse que eu tinha um daqueles pianinhos de brinquedo, e que dele eu já tirava sons bem musicais. Não sei que fim levou este piano. Provavelmente eu o tenha destruído com minha peculiar delicadeza, rs.

Mas aos nove anos eu ganhei um brinquedo da minha mãe que iria mudar pra sempre a minha vida. Era um teclado de duas oitavas e meia, da marca CASIO (do modelo não me lembro). Lembro que assimilei rapidamente as notas musicais e que brincava de “copiar” as músicas que ouvia, seja no rádio, ou na TV, ou de algum disco da época. Minha mãe, ao ver que eu tinha “sucesso” em algumas tentativas, teve sensibilidade para entender que eu realmente tinha aptidão para a música, e resolveu me colocar em uma escola de música do bairro onde morávamos, para aprender a tocar piano. Ai, eu me lasquei, pois foi a partir desse momento que eu comecei a sonhar com a carreira de músico.

UCBE como foi que você decidiu seguir carreira na música?

GV – Durante a adolescência, eu comecei a aprender não só piano, mas comecei a aprender, como autodidata, outros instrumentos como violão, guitarra, contrabaixo e bateria. Conforme ia aprendendo a tocar esses instrumentos, a paixão pela carreira de músico começou a ficar cada vez maior. Aos 17 anos eu formei minha primeira banda, com amigos meus que eram do grupo de jovens da igreja que eu frequentava, a paróquia Santa Edwiges, no bairro do Sacomã, em São Paulo (sim, eu era um bom menino, rs). Tocávamos nas missas de domingo e em algumas festas e festivais, todos religiosos. Com o tempo, comecei a tocar em outras bandas, de diversos estilos, principalmente Rock e grupos de baile de casamento e formatura. Quando fiz 19 anos, achei que havia chegado a hora de decidir definitivamente qual seria meu futuro. Ou seria músico, ou seria engenheiro eletrônico (já estava prestando vestibular para entrar na faculdade). O amor pela música falou mais alto, e desde o ano de 2003 eu decidi que seria um músico profissional. Fui então estudar pra valer, me aprimorar e procurar trabalhos como músico. Foi decisão mais importante que eu tomei em minha vida.

UCBVocê já foi tecladista de várias bandas e de vários estilos musicais, do Heavy Metal ao Sertanejo. Nos conte um pouco como é que foi isso?

GV - Quando decidi ser músico profissional, decidi que, além de sempre buscar me aprimorar cada vez mais, eu prometi a mim mesmo que eu nunca me privaria de experimentar um estilo musical, qualquer que fosse ele (claro, sem apelações). Então eu comecei a tocar vários estilos musicais e aprender um pouco de cada um. Estudava piano erudito e teoria musical na FASCS (Fundação das Artes de São Caetano do Sul – SP) e tocava com muitas bandas. Muitas bandas MESMO! Já cheguei a ter quatro bandas simultâneas, dos mais variados estilos. Tocava em cerimônia de casamento, baile de formatura, acompanhava dupla sertaneja, tocava na igreja, tinha banda de Rock’n’ Roll, enfim, eu era um completo idiota débil mental (rs). Foi uma ótima época da minha vida, uma verdadeira escola.

UCB – Nos conte um pouco sobre sua passagem na banda de heavy metal Suprema?

GV - Esse foi o meu primeiro trabalho de destaque como músico. Fundei a banda junto com o Douglas Jen (guitarrista da banda) no início de 2004, e começamos, sem pretensão alguma, a compor músicas, além de tocar com a banda em casas noturnas e eventos do estilo. No fim de 2004 terminamos o CD e começamos a preparar a tour de divulgação do disco, assim como mandamos o CD para ser resenhado pelos veículos de mídia destinados ao Rock/Metal. Para a nossa surpresa, o disco foi muito bem aceito por crítica e público, e a banda começou a fazer shows pelo estado de SP, MG e PR. Meu trabalho como tecladista foi muito elogiado por alguns dos maiores veículos de comunicação do estilo, como a revista ROCK BRIGADE (a maior revista de Metal da época) e o site whiplash.net. Foi o primeiro reconhecimento como músico que eu tive, e isso é algo que eu guardo com muito carinho. Desse fato também tirei uma lição, algo que eu levarei pela minha vida inteira: com trabalho e dedicação, podemos conseguir tudo o que queremos.

Saí da banda em 2007, pois já tocava com a BlackSmith e estava completamente envolvido com a Country Music, mas fico feliz por ter ajudado a construir a imagem que a banda tem hoje de uma das maiores do cenário Heavy Metal nacional, além de ter feitos grandes amigos ali, especialmente o Douglas, que é como um irmão pra mim.

UCB – Você conheceu country por influência do seu pai?

GV - Isso foi em 1998. Meu pai sempre foi fã de música sertaneja (aliás, minha primeira referência musical é desse estilo), mas de vez em quando ele aparecia com uns “trens” meio diferentes, umas músicas que eram meio rock, meio blues, meio pop, enfim. Até que um dia uma daquelas músicas me despertou curiosidade, e então fui procurar saber quem era o cantor daquelas músicas. Era um “tal” de ALAN JACKSON, e a música era uma “tal” de LITTLE BITTY. Não foi algo arrebatador de início, mas foi um som que eu achei animal, de excelente qualidade, e que serviu para me mostrar que aquele “trem” meio diferente era a “tal” Country Music. O que contribuiu para firmar esse conceito sonoro em minha cabeça foi que esse estilo estava em alta naquela época. Garth Brooks havia tocado em Barretos, assim como o Alan Jackson e Reba McEntire tocaram posteriormente, e os artistas sertanejos ou faziam versões de músicas country, ou faziam músicas com elementos importados desse estilo. Nesse período descobri artistas como Alan Jackson, Garth Brooks, Shania Twain, Willie Nelson, Kenny Rogers, George Strait, entre outros…mas ainda nada tão profundo.

UCB – Sua paixão por country veio depois de você entrar na banda BlackSmith?

GV - Com certeza! Achei bárbaras as músicas do primeiro repertório da banda, do início de 2005. Eram músicas completamente diferentes das músicas que eu estava habituado a ouvir. Era algo novo, rico, cheio de detalhes instrumentais e principalmente inspiração, que me provocava uma sensação diferente a cada audição. Comecei a ouvir Country nessa época como obrigação. Posteriormente isso começou a ser tornar um hábito, e por fim, hoje é um vício.

UCB – O vídeo de “Fever” de Garth Brooks em Double Live despertou o “Country Boy” dentro de você definitivamente? E quem é, ou quem são seus grandes ídolos na música country?

GV - Eu já estava na banda nessa época, e me julgava já habituado ao estilo. Mas ainda faltava ver algo que me deixasse completamente rendido. Via os clipes, ouvia as músicas, achava as produções legais, mas nada havia me chamado grande atenção. Isso até ver “Fever”…

O que era aquilo?! Garth Brooks era (e ainda é) o melhor “frontman” que eu já vi em toda a minha vida. Tenho vontade de XINGAR quando vejo aquele vídeo (calma, nesse caso o ato de xingar significa que eu gosto muito de uma determinada coisa, rs). Vi aquele DVD do início ao fim, e confesso: nunca um show mexeu tanto comigo. Sem palavras. Era pura energia, pura adrenalina. Sempre me identifiquei com esse tipo de cantor, pois sempre fui um músico agitado no palco. Quando vi que existia um cara no Country que fazia esse tipo de performance, eu vi que poderia eu ser eu mesmo, agitado, tocando Country Music. A partir deste momento, decidi mergulhar fundo, pesquisar a história, os artistas, a cultura Country, e levo isso como regra até hoje. E depois de anos pesquisando e conhecendo mais artistas, músicas e cultura, ainda me surpreendo com muita coisa que vejo e ouço. Sinto que a partir desse vídeo eu tenha me encontrado como pessoa. É do c… isso.

UCB – Já perguntei para o Benzoni e para o Marlon parceiros seus na época da BlackSmith, nos conte como foi fazer parte dessa grande banda?

GV -  Fazer parte da BlackSmith foi algo muito especial pra mim. Vivi intensamente cada minuto que estive lá dentro. Tivemos muitos momentos felizes, e alguns ruins…

É difícil definir com palavras aquele período. Acho que a melhor resposta vem das pessoas que curtiam o nosso trabalho. Muita gente ainda me para nas baladas e pergunta da banda, dos caras da banda e principalmente “quando a banda volta?”, rs. Conseguimos deixar um legado, marcar a vida de pessoas que nos viram no palco e ouviram nossas músicas. E isso, para um músico, é a melhor recompensa que pode haver. Marcou a minha vida para sempre!

UCB – O álbum da BlackSmith foi um dos melhores Cds country produzido por uma banda brasileira, você assina esse projeto como co-produtor, como foi isso para você? Pretende fazer o mesmo com Texas Hammer?

GV - Isso foi mais um benefício que a BlackSmith me proporcionou no campo profissional, pois esse CD marca o meu início na área de produção musical. Comecei a acompanhar as sessões de gravação junto com o Thiago Farah (produtor do Cd e ex-guitarrista da Pure Country Band, do amigo Rodrigo Haddad) e com o Cesar Benzoni (que também assina como co-produtor). Tirando a pré-produção, acompanhei todo o processo de gravação do CD da banda. O entrosamento que rolava entre eu, Benzoni e o Thiago era fantástico, e isso foi o diferencial para chegarmos ao resultado final que chegamos. Foi um trabalho feito com muito carinho e dedicação.

Com certeza eu pretendo fazer algo semelhante com a Texas Hammer. Já começamos a soltar alguns “brindes” por aí, como a música “Cry Lonely”, que é um cover da banda Cross Canadian Ragweed, que foi gravado para promover a banda. Gravação simples, mas de qualidade, que mostra claramente o rumo que a Texas Hammer vai tomar, musicalmente falando. E isso é só a ponta do iceberg, pois já estamos ajeitando tudo para lançar algo em 2012, dentro dessa proposta.

UCB – Você hoje faz dupla com Hélio Jr. ex-vocalista da Dallada, nos fale um pouco sobre essa parceria, e sobre a produção do Cd “Até Nunca Mais”.

GV - Esse é um trabalho diferenciado que eu faço junto ao Hélio. O conceito é inspirado em duplas countries como Big & Rich, Halfway to Hazard, Montgomery Gentry, Brooks & Dunn, entre outras. A sonoridade deste trabalho é mais Pop/Country, porém atende perfeitamente ao mercado sertanejo atual. Foi todo composto e produzido por nós dois e lançado em Fevereiro de 2011.

O álbum vem tendo grande aceitação, principalmente no sul de MG, aonde a música de trabalho da dupla, “Tempo Perdido”, chegou a ser Top 10 em algumas rádios locais, como a “Rede FM”. Estamos começando a preparar algo novo, nessa mesma pegada.

Vejo esse trabalho como uma forma um pouco mais popular de promovermos a Country Music para o povão. Essa estratégia tem funcionado muito bem. Isso mostra que Country Music é muito bem aceita pela galera, e que se as bandas e artistas brasileiros do meio Country se unissem e fizessem algo bem feito, lançando trabalhos de qualidade, poderíamos chegar muito, mas muito longe. Sou otimista com relação a isso, e apóio incondicionalmente essa causa.

UCB – E como foi a decisão em tornar-se vocalista, você já vinha trabalhando isso em sua cabeça, ou tomou essa decisão assim de repente?

GV - Foi de repente, mesmo. O trabalho com a dupla me ajudou muito nesse sentido, mas eu nunca pensei em me tornar um vocalista de banda. Sempre cantei, mas o meu objetivo sempre foi ser instrumentista, e posteriormente ser produtor musical. Comecei a pensar a respeito disso há mais ou menos um ano atrás, após fazer um evento em uma escola agrícola na cidade de Itapetininga, interior de SP. Fui fazer violão e voz, junto ao meu parceiro Anderson Dutra (violinista da Texas Hammer, ex-BlackSmith).

A princípio, fui só para trabalhar mesmo, ganhar uma grana. Mas eu me surpreendi com meu desempenho como vocalista. Consegui cantar bem e, principalmente, dominar a platéia, algo que acho importantíssimo para um cantor. Após esse evento, comecei a considerar seriamente a hipótese de experimentar ser vocalista de algum grupo, ou fazer algo solo mesmo. Essa oportunidade apareceu com a Texas Hammer, e a experiência está sendo muito empolgante.

UCB – Nos fale um pouco sobre a Texas Hammer, da ideia, da proposta da banda e dos quase 6 meses de estrada.

GV - Como banda, a Texas Hammer existe há cerca de dois anos, quando eu, o Marlon Bezerra (guitarra e voz) e o Anderson Dutra (violino) montamos uma banda para acompanhar o cantor Leandro Baldissera, que tem, assim como nós, a essência da música country. Após algumas mudanças, fechamos o time atual há um ano e meio, e assim começamos a fazer a banda de apoio para o Leandro em seus shows, assim como produzir seus discos.

A empreitada ao lado do Leandro foi (e é) muito importante para nós, pois começamos a vivenciar quase que diariamente o mundo dos rodeios, já que o Leandro é um dos maiores peões de rodeio do Brasil, sendo o maior peão de Sela Americana e o maior vencedor do Rodeio de Barretos, com quatro títulos. Estar nesse meio faz toda a diferença no nosso trabalho, pois levamos essa essência mais bruta para os palcos.

A idéia de fazer algo como banda independente surgiu apenas em Junho deste ano. Víamos de longe que o country estava perdendo seu espaço, por diversos motivos, e que o pessoal que frequentava as festas ansiava por algo novo e diferente. Sendo assim, somado à nossa vontade de tocar Country, decidimos voltar à cena com a banda.

Seguimos uma proposta sonora baseada na Texas Music, algo mais bruto, sem muita frescura, objetivo e direto. Country Music cem por cento, nas músicas, no visual e, principalmente, na atitude. É como eu digo para os caras: ao mais bruto estilo campeiro, rs. Na formação da banda temos dois vocalistas, eu e o Emerson Santos. Devido ao Emerson também ser um multi-instrumentista, podemos ter na nossa formação instrumentos como o banjo, o pedalsteel e o dobro, fazendo com que tenhamos, ao vivo, uma qualidade sonora diferenciada.

Estreamos a Texas Hammer no dia 25/08/2011, no Rodeio de Barretos, tocando junto com o Leandro Baldissera. Após isso, começamos a rodar pelo estado de SP e também por outros estados, como Mato Grosso, onde fizemos um show na cidade de Água Boa.

A recepção do público tem sido espetacular. Os nossos shows estão cada vez mais lotados, e cada vez mais pessoas tem procurado saber sobre nós e o nosso som. Estamos muito felizes com a repercussão do trabalho, e vamos continuar trabalhando para melhorar cada vez mais e, assim, atingir cada vez mais pessoas.

Ouça Cry Lonely por Texas Hammer:

UCB – Deixe seu recado para seus fãs e da Texas Hammer, o que eles podem esperar dessa nova banda country, que tem tudo para fazer história na country music do Brasil.

GV - Quero aproveitar para agradecer a todas as pessoas que seguem a Texas Hammer, que nos prestigiam, que nos apoiam e nos ajudam a divulgar o nosso trabalho, enfim, que abraçaram a nossa causa, que é fazer música honesta e de qualidade. Nós da banda temos muita gratidão por todos vocês. Esperamos, ou melhor, VAMOS retribuir todo esse carinho e atenção que vocês tem conosco com MUITO TRABALHO. Podem anotar: 2012 será um ano muito movimentado. Por vocês, nós vamos continuar trilhando o nosso caminho, claro, do nosso jeito, bem bruto, no mais autêntico sistema campeiro do Texas. YEE HAAAWWW!

E claro, agradeço demais o espaço que vocês do Universo Country me abriram, para contar um pouco da minha história dentro da música, em especial da Country Music. Contem comigo para qualquer empreendimento pelo nosso ideal, que é promover a música Country no Brasil. Parabéns pelo trabalho! Estamos juntos! Grande abraço a todos vocês!

Agradecimento

Em nome do blog Universo Country Brasil quero lhe agradecer por nos conceder essa maravilhosa entrevista, e nos enriquecer ainda mais contando um pouco de sua história. Te desejamos muito sucesso e mais sucesso.

Por

Jair Castellazzi

 

Sobre Jair Castellazzi

Idealizador e administrador do blog Universo Country Brasil. Fã de country music e da popular música sertaneja. Produtor Artístico e Cultural.
3 Comments

Publicado por em 23 de novembro de 2011 em Entrevistas, Matérias, Notícia, Vídeo Country

 

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3 respostas para Entrevistamos o country boy Guto Viegas

  1. Marlon Bezerra

    23 de novembro de 2011 at 09:47

    Excelente, história de um garoto talentoso e muito esforçado, fico muito feliz em fazer parte do seu grupo de amigos e principalmente por tê-lo como companheiro de trabalho, Deus sabe dos perreios que já passamos, mas com certeza todos eles foram por boas causas.

    Xique demais Bruto Viegas, que Deus te ilumine sempre.

    Mais uma vez agradeço ao UCB pelo espaço, me sinto em casa com vocês!

    Abraços!!!

     
  2. Fabinho

    23 de novembro de 2011 at 09:47

    Otima entrevista Guto,
    fico feliz por te conhecer pessoalmente, e saiba que torco por ti
    eu pessoalmente sai da arena de barretos para ir ate o berrantao para ver a Texas Hammer tocar e posso dizer que me arrepiei em ver a banda

    sucesso para ti e todos da banda

    Fabinho ( Fã da BlackSmith e agora da Texas Hammer)

     
  3. Luiz Fernando Simões "Pirata"

    24 de novembro de 2011 at 09:47

    Show de bola a entrevista, parabéns Gutão!!! Sucesso!!!

     

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