(Na foto Marcelo Marchiori de camisa branca, com o irmão Mark Dee de camisa xadrez)
O Universo Country Brasil entrevista ”Marcelo Marchiori” guitarrista e voz da antiga banda “American Wild West“. Reconhecido como talentoso guitarrista, com uma verdadeira “pegada” country, Marcelo se dedica ao estilo há mais de 15 anos, desde cedo acompanhando o pai músico aos shows. Canta e compõe com o mesmo talento e assina as mais belas músicas inéditas da American Wild West, Paulista ele traz a herança musical do avô Nono Basílio, um das maiores nomes da música de raiz brasileira. Dez anos na estada, cantando, compondo e tocando violão e guitarra, trouxeram fama, reconhecimento e vitórias como os 2 prêmios ARENA de Ouro, como Banda Revelação do Ano em 2000 e Melhor Banda Country do Brasil em 2001.
UCB : Quanto tempo a banda AWW ficou na estrada ?
MM : Ficamos 10 anos na estrada, acredito que a banda foi criada no final de 1998 ou inicio de 1999, eu não sou muito bom de datas, mas acho que foi isso.
UCB : Como o nome da banda foi escolhido?
MM: Bom o meu irmão “Mark Dee” (vocalista da banda), já chegou com o nome pronto e apresentou para toda banda, já de cara todos gostaram e acabou ficando esse nome mesmo. Era meio difícil para as pessoas pronunciar o nome da banda, pois era um pouco comprido, e devido essa dificuldade muitos nos chamavam de banda “América”.
UCB: É verdade que a banda possui o recorde de publico em shows de música country?
MM: Sim é verdade, esse recorde aconteceu em 2002 na casa noturna “Estância Alto da Serra”, na época o local era bem badalado e conseguimos um público bem legal, lembro que chegaram 15 ônibus vindo de todos os cantos da cidade ( principalmente São José dos Campos) só pra ver a gente tocar. E nesse dia conseguimos levar 5.000 pessoas para assistir um show de country music.
UCB: Quem são suas fontes de inspiração na música country? Quem são seus ídolos?
MM: Olha a gente gostava muito de tocar “Garth Brooks, Allan Jackson e Vince Gill”, mas ídolo mesmo pra mim é cara chamado “Brent Mason”(Conhecido pelo apelido de Leão de Nashville), é um guitarrista que já trabalhou com vários artistas da música country, ele é um cara que me inspiro muito quando estou tocando.
UCB: E que caminho vocês vão partir agora? Não vão tocar mais música country?
MM: Bom a “American Wild West” não vai mais existir. Estamos preparando um novo trabalho com as mesma característica de arranjos, seguindo todas nossas inclinações para o estilo Country,só que em português e com músicas e composições próprias. Talvez a gente toque alguns Hits da Música Country nos Shows para variar o repertório. Já estamos gravando o novo CD no meu estúdio. (Studio Attriah)
UCB: O que representou a banda American Wild West para você?
MM: Olha, alegria e tristeza, do sucesso e a fama sinto saudade. Hoje penso que poderia ter aproveitado mais as oportunidade que foram nos dada. Eu me lembro quando tocávamos no palco principal do “Estância Alto da Serra”o“Victor e Leo” tocavam no palco da “vila country”, e muitas vezes eles nos elogiavam muito, ficavam muito admirado com nosso trabalho. Edson e Hudson, Roger e Robson também tocavam naquele palco da “vila country”, enquanto nós éramos os artistas principais da casa. O Edson e Hudson algumas vezes pediram canja pra gente. A Júlia que era nossa empresária na época, nunca deixava. Até que um dia eles carinhosamente invadiram nosso palco em um Show na “Estância Alto da Serra”, bem na época em que eles cantavam muito “Festa Louca” (My crazy life de Pam Tillis). E dividiram o palco com a gente nesta música. Metade em português metade em Inglês. Na época já era sucesso a “Festa Louca”, e a galera enlouqueceu!!! Foi muito legal mesmo.
UCB: E quando vocês pretendem lançar esse novo projeto?
MM: A ansiedade de voltar aos palcos é grande. Estamos fazendo todo o trabalho com muito carinho, muito capricho. Atentando para os detalhes mais preciosos. Acredito que no fim de Abril de 2010 tenhamos o CD pronto para a galera ouvir.
UCB: Qual o recado que você deixa para os fãs da AWW ?
MM: É muito bom a gente pensar e agir com a razão, mas as coisas que realmente ficam pra sempre, são as que são feitas de coração.




